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Favelas retiradas do Google Maps é uma previsão do futuro

O texto da postagem está destacado abaixo porque este blog foi criado em 2.012, quando Gunnar Santos tinha apenas 16 anos. Ele publicava aqui conteúdo de Política devido a sua vontade em seguir o Jornalismo Político.

Os textos que contêm tal destaque, como este, são apenas os de caráter crítico e político escritos naquele momento e, portanto, não representam qualquer posicionamento, opinião ou pensamento tanto da GNR como do próprio Gunnar. A decisão de mantê-los aqui se deu pelo fato de que faz parte da história do conteúdo produzido por ele. No entanto, para evitar interpretações equivocadas, se fez necessária a adição desta nota.

Em contrapartida, as antigas publicações literárias não fazem parte dessa classe e não carregam esse aviso.

- Grupo GNR.

A solicitação da prefeitura do Rio de Janeiro ao Google para retirar as favelas do Google Maps retrata apenas planos futuros. Este pode ser futuro próximo ou muito próximo.

Pesquise por "Rio de Janeiro" no Google e veja que ao
menos 99,9% da vista das imagens é para o mar.
O Rio de Janeiro é sempre polêmico. Claro, possui suas belezas, porém somente a área nobre. Andar em um bairro popular, como Duque de Caxias ali pertinho do centro, já não é tão confortável. Ruas estreitas e sujas, e a ausência da lei Cidade Limpa como há em São Paulo as torna ofegantes.

A retirada das favelas do Sumaré e Morro do Chacrinha nos serviços do Google é uma atitude política sim (isso é óbvio). Porém pode ser tratado como um plano do governo. Podemos verificar nos eventos que o Rio abrigou recentemente (Pan2007) e que abrigará (Copa do Mundo 2014 e Olimpíadas 2016) os vídeos de apresentação. Em nenhum mostra qualquer favela.

Copacabana, Pão de Açúcar, etc, são localidades lindas e são elas as demonstradas nos vídeos e nas publicidades. Porém as favelas são o lado que a prefeitura tem trabalho para ocultar. A única exceção é a Rocinha, que já virou turística a nível internacional. Mas as restantes ali no morro tem os dias contados.

Nessa afirmação, me baseio nos eventos já expressados. Foi após a definição da Copa de 2.014 e das Olimpíadas 2.016 que começaram as ações para pacificar as favelas. Podemos verificar isso nas ações policiais no Morro do Alemão: só começaram após as definições dos eventos internacionais.

Nos vídeos de apresentações desses eventos, o máximo que mostra é a Rocinha por ela ser de conhecimento mundial. O Alemão e os outros complexos nem são mostrados porque os planos é que eles não existam mais. Nesses vídeos só mostra o litoral e de frente para o mar ainda, de costas para a metrópole.

Dá para concluir que a intenção do governo é eliminá-las? É claro! Principalmente após as solicitações de retirada das representações no Google. Digo que o futuro é próximo porque essa iniciativa de eliminação virtual já ocorreu (o que é um começo). E digo que pode sem muito próximo porque há três anos, a proposta de uma Copa do Mundo no Rio sem as favelas era considerável. Hoje já vemos que nada disso se encaminha, porém o mundo continua após a Copa e as Olimpíadas.

2 comentários :

  1. É pode ser uma iniciativa boa do governo, de tantos impostos que o governo ganha, da para eles retirarem todas as favelas e construírem prédios ou casas melhores. Vamos aguardar para ver oque vai acontecer com Rio de Janeiro.
    Uma outra coisa que eu gostaria de dizer que o governo tem que melhorar a cidade do Rio de Janeiro, e não "ocultar", como assim ocultar?
    Perceberam que a Rede Globo parou de falar sobre as favelas? Isso não quer dizer que acabou, simplesmente a Rede Globo esta ocultando aquilo que está acontecendo na cidade, assim não vai "assustar" a população de fora.
    Espero que o governo faça algo por aquela cidade.

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  2. Cara, a Rocinha não vai sair de lá. Até porque se acabarem com ela, os bandidos vão se espalhar pelos bairros nobres que estão ali pertinho. Então é melhor deixá-los lá, a Copacabana fica livre e a Rocinha vira turismo.

    Só que a Globo sempre foi a que menos falou nisso. A Record é que faz praticamente uma novela por ano se passando nessas favelas do Rio.

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