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Por colaboração ao desfecho, MP pede perdão a acusado de integrante do Mensalão

O texto da postagem está destacado abaixo porque este blog foi criado em 2.012, quando Gunnar Santos tinha apenas 16 anos. Ele publicava aqui conteúdo de Política devido a sua vontade em seguir o Jornalismo Político.

Os textos que contêm tal destaque, como este, são apenas os de caráter crítico e político escritos naquele momento e, portanto, não representam qualquer posicionamento, opinião ou pensamento tanto da GNR como do próprio Gunnar. A decisão de mantê-los aqui se deu pelo fato de que faz parte da história do conteúdo produzido por ele. No entanto, para evitar interpretações equivocadas, se fez necessária a adição desta nota.

Em contrapartida, as antigas publicações literárias não fazem parte dessa classe e não carregam esse aviso.

- Grupo GNR.

Lúcio Bolonha Funaro é acusado de integrar o Mensalão. Porém, segundo o Ministério Público, "contribuiu para o bom desfecho do caso" e tem pedido de perdão à Justiça.

Lúcio B. Funaro
Durante o escândalo do Mensalão, Funaro (à esq.) teve intensa participação. Ele era proprietário da empresa Guaranhuns, que não tinha um ramo de atividade. Tratava-se de uma empresa de fachada, com especialidade em lavagem de dinheiro.

A Guaranhuns, quando recebia o dinheiro desviado, tinha o papel de encaminhá-lo ao real destinatário, que em seu caso particular era o deputado Valdemar Costa Neto. Valdemar foi condenado em 2.012 a 7 anos e 10 meses e cumpre regime semiaberto, já que a condenação é inferior a 8 anos. Ele era o presidente do antigo PL, atual PR.

Em 2.005, após resistir durante alguns meses, Funaro prestou depoimento e assinou acordo com o Ministério Público para contribuição à resolução do caso. Essas contribuições não foram reveladas, mas o MP pede à justiça o perdão judicial ao acusado.

Não sei o ponto de vista dos brasileiros, mas contribuir ao bom desfecho do caso seria uma obrigação não somente de Funaro, mas de todos os envolvidos. Ser preciso um documento que oficialize a contribuição é altamente ridículo. É questão de bom senso, que infelizmente não funciona no Brasil (até porque, se funcionasse, não haveria o Mensalão, que estamos discutindo agora).

Um DEPUTADO ter uma empresa especializada em lavagem de dinheiro, participar das ações e ter pedido de perdão na justiça é algo que eu não consigo entender. Outro fato é como que Valdemar Neto cumpre regime semiaberto se o dinheiro desviado no Mensalão o tinha como destino. É caracterizado como roubo. Prisão por 30 anos poderia ser suficiente, e não dormir na cadeia durante quase 8 anos.

Mas fazendo analogia entre Valdemar e Funaro, a condenação de um deveria ser a mesma do outro. Como já disse, seria suficiente para o primeiro uma condenação de 30 anos; Para o segundo, 30 anos também, pois houve participação em todo o esquema.

7 anos e 10 meses também dá aquela impressão de que houve verba circulando entre o juiz e o réu. Condenação a partir de 8 anos não pode ser cumprida em regime semiaberto, então Valdemir é condenado a 7 anos e 10 meses. Interessante, não?

Veremos como acabará tudo isso.

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