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Políticos trabalham para o serviço público, mas só usufruem de serviços particulares

O texto da postagem está destacado abaixo porque este blog foi criado em 2.012, quando Gunnar Santos tinha apenas 16 anos. Ele publicava aqui conteúdo de Política devido a sua vontade em seguir o Jornalismo Político.

Os textos que contêm tal destaque, como este, são apenas os de caráter crítico e político escritos naquele momento e, portanto, não representam qualquer posicionamento, opinião ou pensamento tanto da GNR como do próprio Gunnar. A decisão de mantê-los aqui se deu pelo fato de que faz parte da história do conteúdo produzido por ele. No entanto, para evitar interpretações equivocadas, se fez necessária a adição desta nota.

Em contrapartida, as antigas publicações literárias não fazem parte dessa classe e não carregam esse aviso.

- Grupo GNR.
Ps: Ainda concordo com essa postagem - Gunnar Santos

Ministro da saúde trabalha para o desenvolvimento da saúde no Brasil, mas quando passa mal corre para um Albert Einstein; Ministro da educação trabalha para o desenvolvimento da educação no Brasil, mas seu filho jamais pisou em uma escola pública.

O povo brasileiro está submisso a um controle superior, do governo, afinal o Brasil não vive um regime socialista. No governo da realidade brasileira, existem ministros pra tudo, restando, em meu ponto de vista, a criação do Ministério do Semáforo, para que os semáforos continuem funcionando durante as chuvas.

Esses ministros trabalham para o desenvolvimento do setor a que trabalham no Brasil. Só que o que acontece é que a hierarquia que eles assumem serve de justificativa para que os próprios não usufruam do próprio sistema a que servem. O ministro da saúde, por exemplo, faz esforços para que o país assuma um bom nível de saúde em relação internacional (o alvo é o status ocupado pelo Brasil, e não a satisfação do povo). Porém se tal ministro for vitima de um câncer, por exemplo, ele não pede auxílio aos hospitais que ele trabalha, e sim os particulares que, real e incoerentemente, são superiores aos públicos.

O mesmo pode ser observado em relação ao ministro da educação. Trabalha para o desenvolvimento da educação no Brasil, mas não tem acesso a ela (porque não quer). O ministro da educação tem, apenas, a honra de dizer que o seu filho é formado em uma universidade pública, mas teria o desprazer de ver o mesmo filho com o Fundamental e Médio em escola pública.

Penso que o trabalho do ministro da saúde é estimular o desenvolvimento superior da saúde para que toda a classe de pessoas tenha acesso a ela, tendo em vista que um rico e um pobre têm corpos humanamente iguais. Assim como um nobre tem acesso ao tratamento a um câncer, o de baixa renda deve ter o mesmo acesso para tratar do mesmo problema.

O mesmo para o ministro da educação. Esse indivíduo só pode se "orgulhar" pelo fato de que o ensino superior público, no Brasil, é mais eficiente que o particular. Orgulho egoísta, na verdade, porque ensino de qualidade não passa de uma obrigação do governo. Mas o ensino fundamental e médio público é deficiente, e muito, quanto a eficiência. Para contornar a situação, não investir e desviar um pouquinho, esse setor da educação estabelece cotas nas universidades públicas para benefício de estudantes públicos, fator que sou extremamente contra.

Para a saúde pública obter qualidade impecável no Brasil, são necessárias medidas extremas: governantes públicos (políticos) serem obrigados a tratar de sua questão saudável em hospitais públicos, já que eles trabalham para o funcionamento de tal. Se este governante for flagrado passando por tratamentos privados, perde o mandato. Se for descoberto o tratamento fora do país, também por lá deve permanecer, já que ele trabalha para o Brasil, e não para outra nação. Se isso procedesse, eu duvido que haveria hospitais sem médicos, já que seria vergonhoso para a nação se o líder perdesse a vida por falta de qualidade no setor.

O mesmo para a educação. É obrigação do governo um ensino público de qualidade, então os filhos de políticos só podem frequentar escolas públicas. Então eles darão um jeito rapidinho para falta de professores. Se fosse descoberto o ensino à domicílio, o paizão também perde o mandato.

Isso não só para áreas da educação e saúde, quaisquer outros (claro, usando o bom senso; não vamos exigir que o ministro do meio ambiente more em uma árvore). Só que eles alegam que não podem se expor por serem figuras públicas e governamentais. Então por que não vegeta e vive em casa logo de uma vez (ou vá morar em uma árvore)?

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