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R$ 0,20 é o preço do pão!

O texto da postagem está destacado abaixo porque este blog foi criado em 2.012, quando Gunnar Santos tinha apenas 16 anos. Ele publicava aqui conteúdo de Política devido a sua vontade em seguir o Jornalismo Político.

Os textos que contêm tal destaque, como este, são apenas os de caráter crítico e político escritos naquele momento e, portanto, não representam qualquer posicionamento, opinião ou pensamento tanto da GNR como do próprio Gunnar. A decisão de mantê-los aqui se deu pelo fato de que faz parte da história do conteúdo produzido por ele. No entanto, para evitar interpretações equivocadas, se fez necessária a adição desta nota.

Em contrapartida, as antigas publicações literárias não fazem parte dessa classe e não carregam esse aviso.

- Grupo GNR.

O problema não é pagar vinte centavos a mais. A polêmica é onde esses centavos vão parar.


Na padaria aqui perto de casa, um pão francês custa R$ 0,30. É quase o preço que foi aumentado nas passagens. Vai me fazer falta? Depende do ponto de vista que eu analisar.

Se for ver por um lado, financeiramente tenho condições de tomar um bom café da manhã todos os dias ouvindo as principais manchetes no rádio mesmo com o aumento da passagem. Infelizmente têm pessoas que esses R$ 0,20 vão fazer uma falta considerável para a sobrevivência com um salário contado, mas não é esse ponto que quero frisar. Aonde vão paras esses centavos a mais?

Se tivéssemos retorno, seria um investimento até. Digamos que aumentando o preço da passagem os trens deixarão de ficar cheios e passarem a casa meia hora, passará a ter mais ônibus para estimular o fluxo nos horários e pico e poderei ir e voltar do meu trabalho sentado e lendo um jornal. Mas sabemos que isso não acontecerá. Porque se fosse pra acontecer, já teria acontecido, porque o que São Paulo lucra com R$ 3,00 de cada brasileiro é suficiente para tal.

A revolta é que aumentando o preço das passagens, não haverá maior qualidade. O trabalhador continuará tendo que levantar três horas mais cedo do horário de entrada no serviço em uma situação cuja distância até o trabalho é de quarenta minutos em feriados. Esses vinte centavos a mais poderia ser utilizado para comprar mais um pão! Ou seja: estão roubando meu pão!

É só imaginar a situação e ver o antes e o depois do aumento. Nada muda, e a dificuldade no transporte público continua. O motivo das manifestações não são os vinte centavos, são aonde eles vão parar! O trabalhador já dá, no mínimo, R$ 6,00 por dia para ir e voltar do trabalho em veículos demasiadamente desconfortáveis. Agora esse valor irá mudar para R$ 6,40 e a situação vai continuar a mesma! Essa é a revolta! É tempo de manifestação sim! Veja:


O fato é que tudo isso é além de vinte centavos. É o destino deles.

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