Pesquisar

Acabou o sonho?

O texto da postagem está destacado abaixo porque este blog foi criado em 2.012, quando Gunnar Santos tinha apenas 16 anos. Ele publicava aqui conteúdo de Política devido a sua vontade em seguir o Jornalismo Político.

Os textos que contêm tal destaque, como este, são apenas os de caráter crítico e político escritos naquele momento e, portanto, não representam qualquer posicionamento, opinião ou pensamento tanto da GNR como do próprio Gunnar. A decisão de mantê-los aqui se deu pelo fato de que faz parte da história do conteúdo produzido por ele. No entanto, para evitar interpretações equivocadas, se fez necessária a adição desta nota.

Em contrapartida, as antigas publicações literárias não fazem parte dessa classe e não carregam esse aviso.

- Grupo GNR.

A primavera árabe começou com as revoluções originadas na Tunísia e no Egito e se disseminou por outros países, onde alguns tiveram sucesso ou não. Agora, a ditadura volta ao Egito e a grande questão é como esse acontecimento influenciará os outros países da região.

A pressão foi grande contra Mohammed Mursi e no dia 3 de julho, após a onda de protestos, Mursi, que fora eleito em 2.012 após a deposição da ditadura então ativa por Hosni Mubarak, foi deposto e hoje sua localização é desconhecida. O motivo para os protestos era a situação econômica nada agradável que o Egito vivia. No último dia 14 de agosto, o governo provisório anunciou o restabelecimento da ditadura.

A Primavera Árabe, nome dado à série de revoluções contra a ditadura na região Árabe, iniciou-se na Tunísia e, justamente, no Egito, em 2.011. Muitos países passaram por manifestações e guerras civis. Alguns tiveram o regime ditatorial derrubado, como a Tunísia, a Líbia (os rebeldes até executaram o ditador Muammar Kadafi), o Iêmem e o Egito. Outros ainda estão em revoluções, como a Síria.


Na Tunísia, o confronto agora é apenas interno entre a ideia de democracia e a implantação de um Estado religioso. Dos que iniciaram a Primavera Árabe, somente o Egito mantem a crise. Alguns críticos mostram preocupação com o que pode acontecer na região, pois da mesma forma que o Egito influenciou a guerra civil pela democracia, com a volta da ditadura pode pressionar os vizinhos a voltarem com a ditadura.

Teoricamente faz sentido, mas agora é que a prática deve diferenciar. A Tunísia e a Líbia devem continuar no repúdio à ditadura e a Síria deve manter a guerra até al-Assad cair também. Quem tem que vigiar agora é governo interino do Egito para não cair. Ficou mais do que claro com essas manifestações que o povo não quer um regime ditador.

A democracia é a melhor forma de governo. Isso é o dito pela maior parte da população mundial (tanto que a maioria dos países é democrática). Então devemos nos resignar e torcer para um bom desfecho para o Egito, pois com a ditadura quem sofre é a população. Devemos ficar antenados ao que pode acontecer no Egito a qualquer momento.


Nenhum comentário :

Postar um comentário