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29 de outubro: Dia Nacional do Livro

Sendo hoje o Dia Nacional do e-book Livro, não pude deixar de realizar uma postagem com minha homenagem ao universo mais emocionante que existe: a Literatura.


29 de outubro. Dia Nacional do Livro. Não sei as palavras que devo usar nessa postagem, mas sei o que dizer.

Da mesma forma que quando uma pessoa faz aniversário (ou morre!) sempre tem alguém com palavras lindas e maravilhosas (ou póstumas, né Brás?), hoje o livro faz um aniversário aqui no Brasil, por que não? Mas essas palavras de agora são felizes e tristes, porque comemoram o dia do livro, mas reduzem as repetições de tal comemoração.

Não está tão perto assim, mas logo o e-book vai ganhar um dia no calendário, e o termo "livro" se tornará antiquado. Quem sabe vários e-book serão disponibilizados para download nos futuros 29 de outubro, sem a lembrança que de "livro" o e-book só tem o conteúdo. O dia do livro não celebra o conteúdo dos livros, mas sim a existência física de um livro. Celebra a cultura milenar dele. Celebra o cheiro do papel onde um universo está escrito. Celebra as sextilhões fungadas que sextilhões livros já receberam de seus leitores..

Infelizmente estão confundido tudo isso com elétrons unidos formando letras. Isso não é livro, é reprodução do conteúdo de um livro. 29 de outubro não celebra essa reprodução, e sim o livro. Alegro-me que o dia de hoje ainda foi lembrado por poucos, mas me entristeço ao perceber que, em breve, o livro celebrado não existirá e terei de explicar tudo isso ao meu neto quando ele me disser que leu o e-book do Harry Potter. Terei de explicar novamente que ler um livro no tablet é o mesmo que assistir o DVD de um show e dizer "eu fui". Ele me julgará antiquado. Eu serei antiquado. Com os livros.

Hoje, a expressão "livro de papel" não é mais pleonasmo. E no futuro, não terá sentido.

Que nesse 29 de outubro, meus cumprimentos sejam dados a todos os livros de papel que eu li. Que minhas fungadas em livros de papéis continuem, até eu morrer antiquado... Com os livros.

29 de outubro: Dia nacional do Livro.

6 comentários :

  1. Gostei da sua colocação, Gunnar. Podem dizer o que for dos e-books, mas nada substitui a sensação de tatear página por página. Sinto quase como se tivesse em mãos aquele mundo inteiro em que a história está envolvida, como se cada página tocada fosse um pedacinho dele. Sei que em alguns contextos o e-book é muito favorável, tipo livros caríssimos de faculdade (só aqueles que a gente lê de vez enquanto, porque se for frequente é meio foda) e também autores em início de carreira que não têm condições de publicar um livro (é caro, cê sabe disso). De todo modo, comemoremos o dia do livro de papel! Confesso que eu tinha esquecido dessa data... Semana atribulada e nem vi posts no face falando sobre isso! Nesse caso, acho que a culpa nem é dos e-books...
    Bom, parabéns pelo post!
    :)

    Beijos!

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    1. Obrigado, Gih. Mas a respeito dos livros de faculdade, eu sou totalmente a favor do uso de e-book, especialmente pro pessoal que faz Direito. Direito é uma matéria que eu jamais cursaria. Acho interessante a profissão, mas pra mim não. Primeiro porque essas coisas de constituição, leis e tudo mais não me atraem nem um pouco; Então, ler livros sobre isso me dá uma sensação muito fadigante.

      Os estudantes de Direito têm que ler três ou quatro livros em uma semana e são todos livros grossos. Então eles precisam andar com todos ao mesmo tempo. Aí o e-book é favorável. Mas não tem motivos pra ler romances em tablets. Primeiro porque você não vai ler três ao mesmo tempo. Segundo que não vai ser preciso levar o livro pra cima e pra baixo. Como se trata de uma leitura saudável que não é obrigatória, deixa o livro em casa e lê quando for apropriado em um ambiente aconchegante! Não precisa de tablet pra isso.

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    2. Concordo em ambos os pontos. Meu pai e minha irmã são da área jurídica, então sei muito bem como funciona isso (ODEIO Direito do fundo do meu coração kkkk). Me dá preguiça só de olhar pro Vade Mecum kkkk. Agora, quanto aos romances, tem gente que lê três ao mesmo tempo, mas em casa, leva só 1 pra outros lugares, e também há sempre mais versões do mesmo livro, algumas menores pra facilitar no bolso e no transporte. Também acho desnecessário os e-books, além de que maioria deles sai entre 15 e 20 reais, ou seja, nem tão mais barato assim...

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    3. Se lê três romances ao mesmo tempo, lê porque quer. Não tem necessidade de ler mais de um ao mesmo tempo. KKK

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  2. AMEI o poste! Me adaptei aos ebooks, por causa de alguns lançamentos que saem antes em digital para depois o físico. Mas não deixo o meu ' a favor' aos físicos. Amo pegar, cheirar, tatear as paginas e ate colocar aqueles marcadores de quotes(eu coloco todos coloridos.hahahahahahahahahahahaha), para marcar aquele quote de te fez viajar, nossa o físico é tudo de bom. Mas como você mesmo disse, logo o físico não existira e sera antiquado, e como você eu também serei um vó antiguada, que pretende guardar todos os meus físicos, para meus netos, tataranetos( que Deus me abençoe) e lhes mostrar como o físico é bom.
    Que este dia seja sempre lembrado!

    Beijokas Ana Zuky

    Blog Sangue com Amor

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    1. Ana,

      Desculpa aí, mas meus livros eu não vou deixar pra neto nenhum, rs. Ainda mais nesse mundo tecnológico, ele não vai passar da primeira página e vai ficar lá empoeirando... Eu tenho uma frase:

      "Livro, videogame e namorada não se empresta"

      Nem empresto, muito menos dou. Se meu neto quiser, ele que baixe os e-books descolados dele, KKK.

      Beijo!

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