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Revista Literária em todas as escolas já!

O texto da postagem está destacado abaixo porque este blog foi criado em 2.012, quando Gunnar Santos tinha apenas 16 anos. Ele publicava aqui conteúdo de Política devido a sua vontade em seguir o Jornalismo Político.

Os textos que contêm tal destaque, como este, são apenas os de caráter crítico e político escritos naquele momento e, portanto, não representam qualquer posicionamento, opinião ou pensamento tanto da GNR como do próprio Gunnar. A decisão de mantê-los aqui se deu pelo fato de que faz parte da história do conteúdo produzido por ele. No entanto, para evitar interpretações equivocadas, se fez necessária a adição desta nota.

Em contrapartida, as antigas publicações literárias não fazem parte dessa classe e não carregam esse aviso.

- Grupo GNR.

Em O Diário de Carson Phillips - Chris Colfer, o protagonista se esforça para montar uma Revista Literária. Além da futura revista, ele é diretor do jornal semanal e presidente do Clube de Redação. Aqui no Brasil, não se pode ir ao banheiro sem a permissão da professora.

Eu li O Diário de Carson Phillips (resenha) e se teve uma coisa que eu gostei na história foi a liberdade que existe para os alunos nas escolas dos Estados Unidos. Essa liberdade não significa que garotas podem andar com minissaia e meninos com camisas comunistas. Não é esse tipo de liberdade. Se trata, primeiramente, dos programas de incentivo à cultura.

A história se passa em uma cidade pequena e mesmo assim a escola é bem grande. Possui vários clubes, desde o das líderes de torcida até o de redação. Além disso, ainda há o jornal semanal da escola, produzido, claro, pelos alunos do Ensino Médio.

Por mais que o Clube de Redação e o jornal estejam decadentes, me interessei no funcionamento da escola. O Clube e o jornal existem, e isso incentiva muito os alunos dessa área a se interagirem mais entre si e aprenderem de verdade sobre a profissão. Jornalistas e publicitários, por exemplo, se sentiriam satisfeitos em um clube de redação. Acredito que as escolas seriam bem mais úteis dessa forma. Além desses grupos existirem, a escola fica aberta e disponível aos alunos a qualquer hora do dia durante o período de funcionamento. O protagonista mesmo tem acesso fácil a sala de jornalismo a qualquer hora. Após as aulas, inclusive, ele corre pra lá e fica até a noite.

É isso o que falta nas escolas aqui do Brasil. Falta mais incentivo às atividades relacionadas à faculdade, para que o ambiente escolas não seja repulsivo. Esse final de ano, por exemplo, estou no último bimestre do ensino médio, mas me pergunte se estou animado? Qualquer espirro é um motivo para eu faltar porque o clima em sala de aula é desgastante!

É sempre assim: dá a hora de sair, eu saio, fico na sala, depois volto. A essa altura do campeonato, não se aprende mais nada! Quarto bimestre do terceiro ano do ensino médio?! Eu vou pra escola sabendo que não vou absorver nada de útil, porque para mim não há nada de útil ali. Se houvesse um clube de redação, um jornal semanal e uma sala de jornalismo, aí sim eu absorveria muito mais coisas.

Eu não sugiro isso apenas para o jornalismo não. Para todas as áreas não, pois são muitas, mas para as mais comuns da faculdade, deveria existir um grupo dedicado na escola. Quem quer fazer rádio e TV, por exemplo, teria uma rádio da escola. Os interessados na química, um laboratório. Os da medicina, aulas de anatomia... Ninguém percebe que assim seria mais útil pra todo mundo?


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