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[RESENHA #06] Amor de Perdição

Demorei para fazer esta resenha. Foi o primeiro livro que eu li e um dos mais emocionantes. Amor de Perdição, romance escrito por Camilo Castelo Branco, é hoje um clássico da Literatura Romântica e sua grandeza é tanta a ponto de ser comparado a Romeu e Julieta, de William Shakespeare.

Em algumas postagem eu já mencionei Amor de Perdição, mas nunca reservei um espaço exclusivo para este livro em meu blog. Faço-o agora com total satisfação, pois trato aqui da obra mais genial escrita por um português depois de Os Lusíadas. Meu desejo por fazer a resenha do livro foi sua adaptação para o cinema, que assisti pelo YouTube recentemente. Isso me fez lembrar dessa obra, que é o pai dos meus livros.

O autor, Camilo Castelo Branco, publicou Amor de Perdição em 1.862. A obra foi e é considerada por intelectuais o Romeu e Julieta português, tendo em vista que Camilo era de Portugal. A história de Simão Botelho e Teresa de Albuquerque se mostra como de amor verdadeiro, ainda mais especial do que a obra de Shakespeare por ser real.
Simão Botelho era o tio do autor Camilo Castelo Branco. E a história que se trata teve uma intensificação tão grande que o próprio Camilo afirma que escreve aquelas palavras para nunca mais serem lidas por ele. O reprise daquilo que aconteceu com um parente muito próximo amoleceram o coração não só do Romancista, mas de muitos que a compartilharam.

Assim como Romeu e Julieta, as famílias de Simão e Teresa eram rivais e não permitiam de maneira nenhuma o relacionamento dos dois amantes. Então Simão sai da cidade e se esconde na casa do ferreiro João da Cruz, cuja filha Mariana se apaixona por ele. Dessa hospedagem, Simão envia e recebe cartas de sua amada que são levadas e trazidas por uma mendiga que o faz por uns trocados.

Como o livro é ultrarromântico, não é spoiler dizer que os envolvidos no triângulo amoroso morrem. Teresa, adoecida no convento que seu pai lhe mandou para evitar o casamento, morre de amor ao ver Simão partindo de navio para sempre. O motivo é que, por amor, o rapaz matou Baltasar Coutinho, interessado em sua amada, e foi condenado a um exílio. Simão Botelho, ao perceber que seu amor morreu, cai adoecido e tem o mesmo rumo, não chegando a aportar. Seu corpo é jogado no mar e Mariana, também por amor, se joga nas águas.

Amor de Perdição segue o mesmo ideal de Romeu e Julieta e porque não dizer, do Romantismo: a morte é o escape de uma vida conturbada para a eternidade sem barreiras. Porém, eu considero a obra portuguesa mais intensa do que a de Shakespeare porque esta é uma ficção, enquanto Amor de Perdição foi uma história real e comovente cujas personagens e seus feitos existiram.

Romeu e Julieta são conhecidos no mundo inteiro, porém Amor de Perdição deveria ser mais divulgada e conhecida pelo fato de ser uma obra de não-ficção, e assim ser mais especial.

Esse livro, por ser clássico, tem a linguagem muito truncada e o português muito explorado, com palavras e expressões tão bem aplicadas que após lermos achamos difícil outro livro superar tal feito. Foi após ler Amor de Perdição que eu parei de escrever a linguagem da WEB para utilizar a escrita correta, tamanho foi o impacto que a obra causou em mim.

Abaixo, segue a adaptação para o cinema feita em 1.943 no idioma português de Portugal. Eu analisei essa adaptação e postei na minha coluna no blog Sangue com Amor. Clique aqui para ver.


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