Pesquisar

Utopia de Dilma

O texto da postagem está destacado abaixo porque este blog foi criado em 2.012, quando Gunnar Santos tinha apenas 16 anos. Ele publicava aqui conteúdo de Política devido a sua vontade em seguir o Jornalismo Político.

Os textos que contêm tal destaque, como este, são apenas os de caráter crítico e político escritos naquele momento e, portanto, não representam qualquer posicionamento, opinião ou pensamento tanto da GNR como do próprio Gunnar. A decisão de mantê-los aqui se deu pelo fato de que faz parte da história do conteúdo produzido por ele. No entanto, para evitar interpretações equivocadas, se fez necessária a adição desta nota.

Em contrapartida, as antigas publicações literárias não fazem parte dessa classe e não carregam esse aviso.

- Grupo GNR.

No último sábado, 21 de junho, o PT oficializou em sua convenção nacional em Brasília a atual presidente Dilma Rousseff como candidata à reeleição no final do ano. A Folha de S. Paulo publicou em seu site um artigo noticiando o fato e, pelo que eu li, as falas da nossa presidente não soaram muito claras e nem objetivas.

Ela elaborou um plano de governo, que consiste em uma certa utopia mas que é aceitável já que acontece em todas as eleições. Se trata de um projeto que vai nortear o seu próximo mandato a partir de 2.015, se for reeleita. A primeira promessa para o ano que vem é o Plano de Transformação Nacional (em outras palavras, "agora o bicho vai pegar, companheiros!").

As eleições estão chegando e eu já estou começando a avaliar meus possíveis candidatos. Temo que, no final, não encontre nenhum digno de receber o meu voto. Acontece que só de ver o nome desse projeto prometido para o ano que vem, já fiquei com uma pulga atrás da orelha. Como seria esse Plano que vai transformar o país inteiro? Tive que ler o artigo.

"Eu queria dizer para vocês que nenhum país do mundo chegou ao desenvolvimento sem romper com as amarras antigas da burocracia. O que aconteceu foi que aumentou muito as estruturas de fiscalização e encurtaram muito as estruturas de realização do governo", disse a presidente. Bom, entendi que há muita burocracia e isso atrapalha o desenvolvimento do Brasil. Estou de acordo, até porque deve haver uma administração pesada em cima disso. Não só um país, mas qualquer forma de organização que crescer proporcionalmente, não dá certo. Então quanto mais nosso Brasil crescer, maior deve ser o cuidado com a burocracia, que já é extremamente alta por aqui.

Sendo assim, Dilma prometeu certa atenção à burocracia? Não sei se foi essa a impressão que tive. Pra mim, o que ela disse foi que nenhum país chegou ao desenvolvimento sem se livrar da burocracia. Onde ela e o Brasil entra nisso?

"A burocracia distorceu as necessidades do Estado brasileiro por mais de 60 anos. Para avançarmos é necessário tornar o Estado brasileiro não um Estado mínimo, como querem alguns, mas um Estado eficiente, transparente e moderno. Um Estado à altura das necessidades que nosso povo tem de obras, de projetos, de programas, de realizações, que simplifiquem a vida do cidadão", continuou.

Estado mínimo é a teoria de um estado embasado no Liberalismo (mais privatização). Estado eficiente prega mais uma coletividade entre os componentes de uma união (nesse caso, o próprio país). Vamos focar no Estado eficiente que a nossa presidente recomendou. Se trata de algo coletivo. O portal Gazeta do Povo possui um artigo muito eficiente que define muito bem este termo. Confira um trecho:

"O Estado nada mais é do que a união da população de um país, para agir de forma coletiva e sob o mesmo conjunto de leis, a fim de resolver problemas cuja solução individual é difícil ou impossível. Os economistas falam dos bens coletivos não excluíveis que, uma vez produzidos, não excluem ninguém dos seus benefícios e, por isso, devem ser pagos por toda a sociedade. Um exemplo desse tipo de bem é a defesa nacional. Uma vez que se defende o país das agressões externas, por meio de suas forças de segurança e inibição, não existe como excluir qualquer um dos benefícios dessa proteção. Existem outros bens e serviços que, por sua natureza, devem ser produzidos de forma coletiva para uso comum. Um exemplo é uma estrada que liga duas cidades, que só faz sentido, tanto do ponto de vista econômico como da maximização do seu uso, se ficar à disposição das populações das duas cidades. Outro exemplo é o caso de uma epidemia que, ao atacar toda a população de uma região, só pode ser erradicada se todos os habitantes forem tratados e imunizados, o que requer uma ação de todos, uma ação pública dirigida por órgão coletivo.

Não é preciso ir muito além para concluir que a primeira função de um Estado eficiente é ser bem aparelhado e estruturado para oferecer os bens coletivos e/ou públicos. Nessa categoria estão investimentos e serviços de defesa, justiça, segurança, ruas, praças, estradas etc."

Em teoria, Estado eficiente pode ser bom, e a presidente defendeu sua preferência a isso. Acontece que ela mesma até agora não explicou como fará isso. Provavelmente o processo para transformar o Brasil num Estado assim está no Plano de Transformação Nacional, mas será que é possível acontecer tudo isso? Ou é uma utopia?

Segundo o dicionário, Utopia "é um projeto irrealizável, fantasia, quimera". Dilma planeja "um Estado à altura das necessidades que nosso povo tem de obras, de projetos, de programas, de realizações, que simplifiquem a vida do cidadão". É possível o Brasil à altura das necessidades do povo? Para simplificar a vida do cidadão? Não vejo caminhos para isso, e ela também não nos guiou a respeito. Vejo isso como uma utopia. Cabe a nós pensarmos bem os votos.

E ela ainda deu um baita discurso falando de momentos difíceis, governo com amor e tal. O que me chamou atenção foi que ela disse nunca ter feito política com ódio, terminando com "não perco meu tempo odiando pelo rancor dos meus adversários, porque isso não traz nenhuma força, nenhum mérito para ninguém". E aí voltamos à 1.968, ditadura, onde há a formação da VPR que posteriormente se fundiu com a COLINA, tudo grupos contra a Ditadura. Isso é bom? Confere só os atos que tais grupos praticavam:

- 7 de março, assalto ao Banco Comércio e Indústria, da Rua Guaicurus, na Lapa;
- 19 de março, atentado a bomba contra a biblioteca do Consulado Norte-Americano, na Rua Padre Manoel, onde um estudante perdeu a perna e mais dois ficaram feridos;
- 5 de abril, atentado a bomba na sede do Departamento de Polícia Federal;
- 20 de abril, atentado a bomba no jornal O Estado de São Paulo, com três feridos;
- 31 de maio, assalto ao Banco Bradesco, em Rudge Ramos;
- 22 de junho, assalto ao Hospital Militar, no Cambuci;
- 26 de junho, atentado a bomba contra o Quartel General do II Exército, quando morreu o soldado Mário Kosel Filho e ficaram feridos mais 5 militares;
- 28 de junho, assalto à Pedreira Fortaleza, de onde foram roubadas 19 caixas de dinamite e grande quantidade de detonadores;
- 1° de agosto, assalto ao Banco Mercantil de São Paulo, no Itaim;
- 20 de setembro, assalto ao quartel da Força Pública do Estado de São Paulo, no Barro Branco, onde foi assassinado o soldado Antonio Carlos Jeffery;
- 12 de outubro, assassinato do capitão do exército dos Estados Unidos Charles Rodney Chandler;
- 15 de outubro, assalto ao Banco do Estado de São Paulo, na Rua Iguatemi;
- 27 de outubro, atentado a bomba contra a loja Sears, da Água Branca;
- 7 de novembro, roubo de um carro, com o assassinato de seu motorista, o senhor Estanislau Ignácio Correia;
- 6 de dezembro, assalto ao Banco do Estado de São Paulo, na Rua Iguatemi; e
- 11 de dezembro, assalto à Casa de Armas Diana, na Rua do Seminário,onde foram roubadas armas e munições e saiu ferido o senhor Bonifácio Ignore.
Ano de 1969:
- Janeiro, assalto ao Banco Itaú América, na Rua Jumana;
- Janeiro, assalto ao Banco Aliança do Rio de Janeiro, na Rua Vergueiro;
- 24 de janeiro, roubo de armas no 4º RI, que desestruturou a VPR, em conseqüência das prisões ocorridas após a ação;
- 11 de fevereiro, assalto à Gráfica Urupês, onde foi baleado um policial;
- 26 de fevereiro, assalto ao Banco da América, na Rua do Orfanato;
- 9 de maio, assalto simultâneo aos Bancos Federal, Itaú, Sul Americano e Mercantil de São Paulo, esse na Rua Piratininga, na Mooca, cujo gerente, Norberto Draconetti, foi esfaqueado. Nessa ação, o guarda civil Orlando Pinto da Silva foi morto com um tiro na nuca e outro na testa, disparados por Carlos Lamarca;
- 8 de junho, assalto ao Hospital Santa Lúcia; e
- 13 de junho, assalto ao União de Bancos Brasileiros, na Avenida Jabaquara.

Fonte:http://www.averdadesufocada.com/index.php/luta-armada-especial-100/3624-1508-vida-clandestina-de-dilma-rousseff-2-parte-

Bom, só procuro uma explicação para essa utopia toda. Melhor ficar atento aos próximos pronunciamentos.

2 comentários :

  1. Oi Gunnar!! Quanto tempo não é mesmo? rsrs
    Bom, quando o assunto é Dilma em minha cabeça vem "incoerência". Apesar de não ter votado nela nas eleições passadas, acabei ficando feliz com a sua vitória, pois representou a força da mulher. Não, não sou feminista e também não sou partidária. Trabalho na saúde pública e tenho um comércio, portanto sinto na pele diariamente as inconstâncias do governo Dilma. Nessas eleições será muito difícil escolher um candidato, por isso estou quase certa que meu voto será em branco.
    Muito legal você trazer o tema para o blog.
    É um assunto sério, que infelizmente não é levado a sério por muitos jovens.
    Beijos
    aculpaedosleitores.blogspot.com

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Bia!

      Quem tem comércio realmente sente na pele mesmo, e você é ainda em dobro por trabalhar na área da saúde também, rs. É um tema a ser discutido, mas que muita gente ignora. Acontece que estou tentando trazer essas temáticas aqui pro blog, falta só o pessoal pra comentar, rsrs.

      Beijos! Obrigado!

      Excluir