Pesquisar

Profissão YouTuber - O futuro promete

O texto da postagem está destacado abaixo porque este blog foi criado em 2.012, quando Gunnar Santos tinha apenas 16 anos. Ele publicava aqui conteúdo de Política devido a sua vontade em seguir o Jornalismo Político.

Os textos que contêm tal destaque, como este, são apenas os de caráter crítico e político escritos naquele momento e, portanto, não representam qualquer posicionamento, opinião ou pensamento tanto da GNR como do próprio Gunnar. A decisão de mantê-los aqui se deu pelo fato de que faz parte da história do conteúdo produzido por ele. No entanto, para evitar interpretações equivocadas, se fez necessária a adição desta nota.

Em contrapartida, as antigas publicações literárias não fazem parte dessa classe e não carregam esse aviso.

- Grupo GNR.

Iaê, amada garotada!

Não é de hoje que venho pensando a respeito da profissão YouTuber. Desde setembro de 2.014, quando comecei o canal "weslleysantos10", venho assistindo vídeos institucionais, ouço referências do ramo, tudo para desenvolvimento dessa minha percepção de mundo "youtubístico" (odeio essa expressão, mas usei para evitar repetição).

Não fazia e nem faço isso hoje para saber se dá certo viver disso, se é possível. Desde que a Flávia Gasi provou por A + B na Semana da Comunicação na universidade em que curso, eu tenho plena convicção deste mercado. O grande problema é mostrar isso para as pessoas.

Como eu fui um integrante da família que sempre jogou videogame e que levou a sério essa prática em qualquer círculo social, falar que quero fazer Jornalismo de Games nunca causou estranhamento. E eu fui levando assim. Foi até muito interessante quando dois primos meus, Pedro Henrique e Thiago Alexandre, crianças, vieram falar comigo sobre meus vídeos, e que eles queriam abrir o canal deles também etc. Achei super legal, foi meu primeiro reconhecimento no YouTube, rs.

Mas e para as outras pessoas? O preconceito com YouTubers ainda é muito grande, muito mesmo. É sobre isso que quero falar agora.

Comparação com a televisão e com o futebol.

As comparações do YouTube com o veículo audiovisual mais tradicional são frequentes. Eu mesmo falo sobre isso, mas não aqui no blog ou Facebook porque essa discussão é meio básica. Minha opinião não tem muito o que discutir, o YouTube permite escolher o que escolher e quando, a TV não. A TV é mais profissional? Sim, mas o YT está aumentando gradativamente seu conteúdo pensado, vamos dizer assim.

A comparação que eu faço do YouTube para ilustrar meu ponto de vista sobre o assunto profissionalismo é com a evolução de duas áreas distintas: o teatro e o futebol.

Quando a TV se popularizou, as telenovelas seguiram o mesmo embalo. Eram uma febre, mas as atrizes sofriam demais com a taxação que o público tradicional as colocava. Frequentemente eram chamadas de prostitutas, em referência às histórias de amor que interpretavam com homens diferentes a cada novela. Não fazia sentido algum, mas isso era o que acontecia.

E hoje em dia? Praticamente todas as mulheres sonham ou já sonharam, nem que brevemente, em serem atrizes. Olha os holofotes que têm Bruna Marquezine e Juliana Paes no cenário brasileiro e Angelina Jolie, Scarlett Johansson e por aí vai no cenário internacional. São os salários mais altos do mundo. O custo de produção de um longa-metragem é altíssimo, mas somando a produção toda com atores desse nível, a galera vai ao delírio.

Atrizes são muito respeitadas hoje em dia (com exceção das que fazem babaquices por aí, né gente? Vocês me entendem). Note a evolução que essa profissão teve na aceitação do público.

Profissão de vagabundo!

Na década de 50, falar que era jogador de futebol para o pai de uma garota era a mesma coisa que dizer que era vagabundo. Jogadores eram cidadãos que não trabalhavam, não se importavam em crescer na vida, porque realmente naquela época ser bem-sucedido era trabalhar registrado em alguma empresa. Na verdade esse contexto perdurou até os primeiros cinco anos deste século, mas claro que a profissão de jogador de futebol cresceu bastante e se consolidou como carreira. Mais rentável do que trabalhar em empresa, diga-se de passagem.

E hoje a nova profissão de vagabundos taxada pela sociedade é o YouTube. A reação que muitos tinham quando sabiam, em 1.950, que alguém era jogador de futebol, é exatamente a mesma quando alguém diz hoje que é YouTuber.

O que é YouTuber? "Fazedor" de vídeo pra internet?
O que é jogador de futebol? Chutador de bola?

Ao observar esse embate, podemos iniciar a discussão sobre a espécie humana, que se diz evolutiva. As coisas, no meu ponto de vista, se repetem de formas diferentes em épocas diferentes, mas a essência é a mesma. Cada metade de século tem um revolucionário, um herói, um vilão, um bonzinho, uma tragédia, um desastre, um gênio, uma crise, um governo, uma política, uma tecnologia etc. O que acontece em todos esses termos acima, se repete com outros objetos daqui a cinquenta anos. Isso é evolução?

Voltemos à nossa discussão. O preconceito com atrizes e jogadores se acabou porque as pessoas tradicionais da época partiram e seus filhos permaneceram com uma percepção de mundo diferente, que não via problema em ser atriz ou jogador. Esses mesmos filhos são hoje os responsáveis por desvalorizar a profissão YouTuber porque são os tradicionais desta era.

Conforme essas pessoas forem partindo, quem fica são os filhos delas, que desde pequenos assiste o YouTube, conhecem os YouTubers e que aceitarão isso como profissão quando tiverem maturidade. São os adolescentes de hoje. Essa aceitação provocará evolução da carreira (e um termo aportuguesado, por favor).

Eu penso que em 2.050 eu serei tradicional. Irá surgir outra profissão desafiante, que não é possível prever porque a era será diferente, que eu irei reprovar. Enquanto eu reprovo, meu filho que ainda não pensa, crescerá ambientado com esse novo ambiente. E aí quando eu morrer, toda aquela coisa que eu reprovava fará parte de um ambiente que aprova.

É tudo um ciclo. Não há evolução humana. Há mudança de hábitos, culturas e conhecimento, mas essencialmente o homem é um ser bem igual. O homem das cavernas saía, caçava, fazia fogo pra se aquecer e se proteger do inimigo e pronto. Nós saímos, trabalhamos, criamos nossa zona de conforto e nos protegemos. Acabei de ressaltar dois tempos com milhões de anos de diferença. Evolução? Acho que não.

Que em 2.050 a sociedade referencie os produtores audiovisuais para a internet.

Nenhum comentário :

Postar um comentário