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Eu sou um projeto falido

O texto da postagem está destacado abaixo porque este blog foi criado em 2.012, quando Gunnar Santos tinha apenas 16 anos. Ele publicava aqui conteúdo de Política devido a sua vontade em seguir o Jornalismo Político.

Os textos que contêm tal destaque, como este, são apenas os de caráter crítico e político escritos naquele momento e, portanto, não representam qualquer posicionamento, opinião ou pensamento tanto da GNR como do próprio Gunnar. A decisão de mantê-los aqui se deu pelo fato de que faz parte da história do conteúdo produzido por ele. No entanto, para evitar interpretações equivocadas, se fez necessária a adição desta nota.

Em contrapartida, as antigas publicações literárias não fazem parte dessa classe e não carregam esse aviso.

- Grupo GNR.



Eu não sei nem o que dizer. Mas estou cansado. Nesse momento, a minha oração é: "Deus, tire de mim essa vontade de fazer diferente, de fazer coisas novas e tentar novas possibilidades". De fato isso está me matando.

Cada ano que passa, eu tento novos projetos e sempre termino triste com todos eles. Esse blog mesmo nunca fez sucesso e só sobrevive porque ele nem faz parte dos meus planos mais. Mas já tive fórum, um bilhão de blogs do Palmeiras e dois canais no YouTube. Já era, gente.

Acabou Projeto Start, Eu e Meu Controle, chamem como quiserem. Eu gastei 7 mil reais na obtenção do meu equipamento de gravação e ele não dá conta. É mais um projeto falido; EU sou um projeto falido.

Tudo isso acontece devido a essa minha mania de querer ser diferente, fazer diferente. Nunca deu certo. De todas as coisas que eu tenho criado, não tem uma que eu me orgulhe. Ah, meu livro? Não vendi 10 cópias. Blog? Pouquíssimas visualizações. Canal? Menos de 250 inscritos se juntar os dois. Muito investimento financeiro e de tempo, dedicação. Chega uma hora que cansa, sabe?

Preciso de paz.

Entrei para o mundo do YouTube sonhando com um novo formato, de jogos personalizáveis, de personagens. Só faltou eu sonhar com as estrelas. Sonhei em gravar com Pedro, Felipe, Guilherme, Eduardo. Sonhei chegar em lugares e as pessoas gritarem meu nome.

Não é orgulho, nem egoísmo. Seria apenas uma maneira de eu pensar "caramba, fiz alguma coisa certa". Mas nem disso posso me orgulhar.

Vou voltando pra minha vidinha de papel, pro meu trabalho de papel, pra minha faculdade de papel. Tudo pré-escrito, pré-determinado. Sabe como vai ser minha vida? Vai ser assim, eu vou terminar a faculdade, vou arranjar um emprego na área, vou me aposentar e morrer. Sabe como vai ser meu cotidiano? Vai ser assim, eu vou acordar 5 horas da manhã, pegar um ônibus até Pirituba, depois outro pra Barra Funda e depois um metrô pra algum lugar. Entro no serviço às 9h e saio às 18h.

Nada de pessoas dizendo que eu fiz algo útil na vida, nada de pessoas gritando meu nome... Infelizmente nunca vou fazer diferença na vida das pessoas. Isso é normal, na minha família todo mundo é assim, tirando meu pai que é conhecido em todas as igrejas evangélicas do Brasil todo. O problema é que isso que acabei de descrever, essa vida que todos sonham, acho pouco pra mim.

Deus, por favor, tire isso de mim, não quero mais me incomodar com a conformidade. Me deixa ser igual, ter uma vida de papel, trabalhar no ar-condicionado de segunda à sábado sem viver na minha alma essa inquietude que me mata a cada segundo.

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