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5 problemas de quem tem uma mente hiperativa



Iaê, amada garotada.

Eu tenho uma mente hiperativa. O tempo todo minha mente tem ideias. Eu crio ideias literalmente do nada que me fazem ter uma nova perspectiva do funcionamento da vida e, uma semana depois, já tenho outra ideia gerada a partir de qualquer coisa aleatória. Isso parece algo genial e de fazer inveja, mas venho mostrar 5 problemas que esse hiperativismo traz para mim e para todas as outras pessoas que não aguentam ficam um único mês relaxando sem pensar em nada.


1- O DESEJO COMPULSIVO POR QUERER ALGO PRA ONTEM

Este é, sem dúvida, o pior problema de uma mente hiperativa. Eu organizo um projeto, gente, em menos de um dia. 24 horas e um ideal está pronto na minha mente. O canal Eu e Meu Controle foi lançado em janeiro desse ano e eu logo percebi que essa não era a sacada. Então no dia 15 de janeiro parei com aquele formato porque tinha que pensar em algo. No dia 16 eu já tinha o novo formato que utilizaria, incluindo a organização da rotina. Esse novo formato exigiria um investimento maior e, querendo tudo pra ontem, apliquei mais um dinheiro porque queria ver a coisa funcionando logo. Isso é um erro muito grave, que tem como consequência uma decepção muito grande pelo fato de as coisas não saírem como eu pensava.


2- IGNORAR AS POSSIBILIDADES DE ALGO DAR ERRADO

Eu planejo todo o funcionamento do projeto. Rotina, tempo, dinheiro e processo. Mas não levo em consideração os fatores que podem atrapalhar e, assim, não crio uma rota alternativa para contorná-los. Por exemplo: o que leva uma loja ao fracasso? A falta de clientes. Se ninguém souber que existe uma loja ali, não importa se ela vender produtos inovadores, ela vai falir. Isso é um fator crítico que uma mente hiperativa não leva em consideração por ser compulsiva.


3- O RÁPIDO ABANDONO DE UM PROJETO

Eu tive muitos projetos que não saíram do papel. Mas não porque avaliei tudo e vi que não seria interessante. Não saíram do papel simplesmente porque eu engavetei, fui dormir e a vibe do dia seguinte era "onde eu estava com a cabeça? Essa ideia não tem o menor sentido" ou "isso não seria uma atividade prazerosa para mim". Isso explica o tanto de blogs que eu criei em 2 minutos e abandonei no dia seguinte. O lado bom disso é que eu cheguei a ler um artigo dizendo que isso era um sintoma comum entre gênios. Mas deve ser só uma coincidência.

Esses três itens podem ser aplicados facilmente em qualquer projeto meu. O mais conhecido é o canal Eu e Meu Controle, em que eu quis tudo compulsivamente, não levei em consideração que não adiantaria nada eu passar 7 horas editando e nenhuma criando estratégias de divulgação e, consequentemente, o abandonei rapidamente. Recentemente eu considerei investir em um novo projeto: personalização de capinhas de celulares. Esses três itens aconteceram em 4 horas. Não levei em consideração que se eu tenho apenas 2 horas livres no meu dia jamais conseguiria dar conta de uma demanda suficiente para recuperar o investimento, desejei compulsivamente ter a máquina para sublimação, entrei em contato com a empresa, solicitei que entrassem em contato o mais breve possível, caiu a ficha de que eu não teria como vender tantas capinhas porque não teria como divulgar nada e, quatro horas depois, abandonei o projeto. Tudo foi como um furacão.

Depois dessa briza das capinhas, eu determinei o seguinte para mim mesmo: a partir de agora, só vou agir com a razão, nunca mais com a emoção (duas horas depois, eu havia comprado a Lenovo e adquirido as ações da Motorola. Brincadeira, não fui eu quem fiz isso.).


4- QUALQUER COISA GERA UMA NOVA IDEIA

Hoje é feriado. Acordei meio-dia e até as 17h eu já tinha pensado em dois projetos: 

a) Um canal no YouTube em que eu jogaria videogames de futebol com meu time personalizado (ideia que veio após eu perder para o Real Madrid e não poder compartilhar a dor com ninguém);

b) A formação de um grupo musical (ideia que surgiu após eu assinar o Google Play Music gratuitamente por 90 dias e ouvir compulsivamente Pentatonix).

Quem tem uma mente hiperativa, não pode ver um mosquito que cria uma ideia. Isso faz com que os três primeiro itens aconteçam (desejo compulsivo, ignorar os fatores que levam a dar errado e, por fim, o abandono do projeto) e a pessoa volte à estaca zero. Além de voltar à estaca zero, a pessoa cai no quinto problema por ter uma mente hiper ativa.


5- A AGONIA POR NÃO ESTAR FAZENDO NADA

Eu acordo às 05h, entro às 08h na faculdade, saio as 11h, chego em casa 12h30, me arrumo novamente às 14h45, saio 15h30 e entro no serviço às 17h. Saio às 23h e chego em casa 00h30. Durmo 01h e acordo novamente às 05h. Isso significa que eu tenho apenas duas horas e quinze minutos livres. Mas como não tenho nenhum projeto em andamento, a sensação é que não estou fazendo absolutamente nada, e quanto mais o tempo passa, maior a sensação de estar perdendo tempo na missão de mudar o mundo. Isso gera uma agonia incessante e é aí que o hiperativismo da mente começa a agir, criando ideias a partir do átomo. E aí novamente os três primeiros itens se repetem.

E isso é um ciclo. Eu fico agoniado, minha mente cria coisas do nada, eu desejo aquela coisa compulsivamente, ignoro fatores que dão errado e acabo desistindo rapidamente. Não considero isso uma doença psicológica, mas com certeza não me sinto confortável. Então é bom sim ter uma mente criativa e tudo mais, mas o intuito dessa postagem é mostrar que existem 5 processos por trás de uma grande ideia, que se repetem toda semana, todo mês, todo ano, e acabam, quase sempre, não levando a nada. Estou tentando não agir compulsivamente, mas minha mente tem um projeto em andamento. Só não sei saber quanto tempo isso vai durar e nem se vai dar certo. Se você também tem uma mente, comente aqui em baixo para que possamos trocar ideias. Um forte abraço e até a próxima.

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