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[RESENHA #11 - FILME] Como Treinar O Seu Dragão



Amada garotada... Eu não tenho nem palavras pra começar essa postagem tamanha emoção. Eu sou péssimo em começar postagens, vídeos, snaps etc, mais ainda na situação que estou agora, sob efeitos emotivos de Como Treinar O Seu Dragão.

Eu nunca li os livros. Uma vez encontrei todos eles na Livraria Leitura, e lamentei muito ser desprovido de riqueza naquele momento. Abracei todos aqueles livros e disse que voltaria para buscá-los depois. Inclusive é uma informação relevante sobre o título: é uma série. Banguela não foi o primeiro dragão que Soluço domesticou. Tudo isso e muito mais aventuras são narrados nos 11 fucking livros. Essa resenha é única e exclusivamente sobre o filme. Não farei comparações com o livro, relatar o que ficou de fora, o que é mentira, o que é fiel, enfim... Então já sabe. Vamos à resenha.

Eu não quero falar de termos técnicos aqui, eu quero falar da arte que é este filme. Sabe o que é arte? Arte é algo individual, já falei sobre isso aqui. O que é arte pra mim, pode não ser arte pra você. Mas no caso de Como Treinar O Seu Dragão, é arte pra todo mundo. Há discussões sobre uma pintura ser arte porque muita gente não consegue interpretar aquilo. Um filme como este é muito mais fácil de ser "interpretado", então alguma sensação a pessoa vai sentir ao assisti-lo, tenho certeza disso.

É um filme riquíssimo, pra família toda. As crianças se divertem com as animações, e os adultos com a trilha sonora. A música do filme é incrível. Simplesmente demais. Eu não gosto nem um pouco quando pegam músicas prontas de outros artistas para compor a trilha sonora de um longa-metragem. Isso não existe em quase nenhum filme de animação (taí, acho que é por isso que eu prefiro justamente eles: a música).

A primeira impressão que uma música original traz para um filme é que ele é único. Quando eu reconheço qualquer música em um filme, mesmo os de animação, eu perco toda a admiração. Se eu nunca assisti ao filme, eu quero sentir um sentimento novo, e não tem como sentir isso ouvindo músicas que eu já conheço. Originalidade faz parte do contexto geral de qualquer obra, amigos (poxa vida, tocaram "A Thousand Years" no final da saga Crepúsculo. Quem algo mais sem graça [e modinha] do que isso?).

Em Shrek, quando a Fiona vai embora do pântano, tocaram "Aleluia (Hallelujah)"! Whatafuck?! Sério, até hoje não entendo porquê.

John Powell - autor da trilha sonora de
Como Treinar O Seu Dragão.
Enfim, nesse nosso filme aqui, a trilha sonora foi composta por John Powell. Eu não sei se ele compôs as músicas e o editor as colocou nas situações cabíveis do filme ou se John compôs as músicas sob influência das cenas. O fato é que o resultado final ficou incrível! Traz emoção demais! Juntando tudo isso com uma edição perfeita, modelagem de personagens, iluminação e efeitos visuais restritamente sincronizados, o produto final são os olhos de quem assiste cheios de água. Foi assim comigo em diversos momentos, principalmente os de reviravolta.

Essa sensação eu só tive lendo A Culpa É Das Estrelas. Mas só a dos olhos lacrimejando mesmo, porque a emoção é bem maior em Como Treinar Seu Dragão pelo fato de ser um filme muito mais agitado. Uma vez meu primo Levi Fernandes foi assistir ao musical Rei Leão e disse que no auge da peça, as lágrimas simplesmente jorraram de seus olhos. Cara, o compositor de músicas que conseguem enfiar uma garfada dessa no coração de quem as ouve merece um lugar no paraíso. Compor algo para agradar quem vai ouvir sabendo que serão milhões no mundo inteiro é uma tarefa para um nível de genialidade muito alto!

Banguela voava disparadamente com Soluço montado nele e eu me arrepiava, os olhos davam sinais de que iriam vazar e descrever tudo isso é algo completamente difícil pra mim. Eu não ia fazer essa resenha, simplesmente botei o filme pra rodar e a emoção foi tão grande que eu quis muito passar isso a vocês. Mas, pelo amor de Deus, imaginem esse filme mil vezes mais emocionante do que o que você pode sentir com minhas palavras. Eu sei que escrevo bem, mas não consigo expressar o que sentiu meu coração, minha mente ou meus neurônios responsáveis pela adrenalina.

Notem uma coisa: eu estou definindo esse filme como maravilhoso até agora e sequer mencionei o enredo. Em Como Treinar O Seu Dragão, o enredo é apenas um detalhe. As histórias, amigos, são todas iguais em todos os filmes, não vê quem não quer. Neste aqui, os acontecimentos de complicação, clímax e desfecho também são fáceis de relacionar com qualquer história, então a experiência realmente se dá em assistir com as músicas incríveis e ver como a sincronia delas com as imagens e mais ainda com os efeitos visuais fazem bem a quem assiste.

É maaaaais ou menos do mesmo jeito com Frozen. Quando Elsa está construindo o castelo cantando Let it Go, a sincronia da música junto à interação com os objetos dá uma sensação muito boa.

Só que em Frozen não há dragões :)

Não me critique por falar somente da música, é porque realmente a arte que John Powell criou fez todo o restante ser coadjuvante. Eu juro que queria escrever bem mais aqui, mas vou deixar pra domingo que vem, porque irei reassistir ao segundo filme da série e continuarei com a resenha em uma postagem nova.

Sobre o Banguela? Eu prefiro citar aqui o que disse Vinicius Perlato, do blog Zona Nerd:

Ele é o equilíbrio perfeito entre a inocência de uma criança brincalhona e a agressividade de uma fera selvagem.

Até a próxima, amigos. Domingo que vem tem mais, é só ficar ligado na resenha de Como Treinar O Seu Dragão 2.

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