Pesquisar

Um é dez, três é vinte! - Comprei jogos pirata!


Iaê, amada garotada!

Quem aqui teve um dos dois primeiros Playstation? Pois é, você se lembra muito bem que cada jogo custava R$5,00. Cinco reais eram suficientes para fazer qualquer criança feliz (qualquer criança que tinha Playstation). Teve um dia que eu comprei TRÊS FUCKING GAMES para Playstation pelos mesmos cinco Lulas.

Eu gostaria de ser mais velho em 2004. Quando eu tive meu Playstation, tinha 08 anos. Se eu fosse mais velho, saberia mais quais jogos comprar. Os adolescentes daquela época liam revistas com detonados, cheats, trapaças, dicas etc, e através delas se orientavam sobre qual seria o próximo jogo que comprariam. Eu não sabia nem que existiam revistas de games.

Eles iam lá com cinco conto e voltavam felizes. Era uma felicidade tão comprada mesmo que se não estivessem com nenhum jogo em mente, só o fato de ter o dinheiro pra comprar era justificativa suficiente para comprar qualquer um. Fiz muito isso, e foi assim que eu descobri grandes jogos.

Foi com essa mesma visão que eu comprei Stuart Little. Mano do céu, ninguém conhecia, ninguém comentava, acho que ninguém nem sabia que existia, mas eu encontrei lá na prateleira e comprei. Cinco reais. O jogo era (sob a minha ótica em 2004) incrível. 3D, plataformas, lutinhas etc. E aí amarguei minha primeira decepção com games: o CD travou no meio do meu progresso. Aí chegamos ao ponto dessa postagem.

Não tem como negar, todo gamer já comprou jogo pirata de Playstation e se não o fez é porque é gamer nutella. Eu pratiquei isso durante três gerações de consoles, e o que mais consigo me lembrar era desses problemas de CD travando. Stuart Little não foi o único do Playstation, tiveram mais alguns. Agora de Playstation 2, pelo amor de Deus, foi o maior trauma que eu tive nesse sentido.

A solução pra isso era inacessível: comprar jogos originais. Muito caro, eu nem ia atrás disso, pra mim os que eu tinha eram originais. Até hoje, por sinal, nunca vi uma mídia física original de Playstation, e só vi a de Playstation 2 porque morei alguns meses em Portugal (onde não existe destravamento, assim como a Europa inteira).

A razão da maioria desses problemas na leitura dos CDs é que a pirataria nunca tem qualidade, amigos. Quantas versões ilegais de GTA-SA e Winning Eleven foram feitas? Tudo gravado pelos piratas através do Windows XP e em CDs da papelaria. Não tem leitor de videogame que aguente.

Mas hoje, eu só compro jogo original. O que mudou?

Agora com 20 anos eu tenho total consciência de que comprar jogos originais é uma forma de estimular a indústria de games no mundo e tudo mais, só que os três motivos maiores são: 

1- Jogos Online. Só é possível jogar online com um console travado ou em um PC com jogo adquirido legalmente.

Como tudo hoje tem internet no funcionamento, as produtoras conseguem identificar um jogo falsificado e BLOQUEIAM SEU VIDEOGAME! Isso é realmente constrangedor. Nunca aconteceu comigo, mas só de pensar nisso já dói o miocárdio. 

2- DLC. Pra quem não sabe, DLCs são continuações dos jogos. É bem simples de você entender isso: você compra um jogo, termina todas as missões e consegue todas as conquistas, e pra continuar jogando em uma nova fase, precisa comprá-la. Ou seja, o jogo é mutilado, precisa comprar as peças para continuar jogando. Isso soa muito absurdo pra quem não é desse mundo dos games, que acabam se perguntando "caramba, tem produtora que chega ao ponto de fazer isso? Vender um jogo incompleto?". Ah se tem, amigo. Lucram horrores com isso.

3- OS CDS NÃO FALHAM! Sério, não falham mesmo. E se falharem, pode tranquilamente ir trocar porque o próximo vai pegar de boa. ESSE é o real motivo de eu comprar apenas original, sinceramente.

O problema é o preço, né, que encareceu mais do que a inflação. Tem jogo aí sendo vendido a R$299,00 Temers, e eu me recuso a comprar, na moral. A alternativa são jogos virtuais, ou seja, não existem em mídias físicas. É como fazer uma compra na internet, só que ao invés do jogo chegar pelos Correios na sua casa, chega no videogame, como se fosse um programa (se parar pra ver, todo jogo é um programa).

Super seguro, porque se o videogame quebrar, você não perde o jogo tendo em vista que ele fica registrado na sua conta da loja virtual, possibilitando que o baixe sempre que quiser. E são menos caros que os de mídia física. Eu prefiro esses, por isso jogo no PC. Absolutamente tudo sai mais barato e eu ainda consigo gravar. Tem uns gamers nutella aí que ficam de mimimi "eu só gosto de joguinho físico. Gosto de ter a caixinha, cheirar a capinha"... Tudo nutella, eu sou gamer raiz.

MAAAAAAAS.

Essa semana eu fui comprar jogos piratas pro meu Xbox 360 lá no mercado cinza (Santa Ifigênia, gente, calma). Paguei vintão em três games: F1 2014, o último lançado para este console, Forza 3 e The Sims 3 (sim, eu jogo The Sims. Sou virgem, cacete, me deixa em paz).

E OS TRÊS JOGOS NÃO PEGARAM. Na verdade eu tenho certeza que os CDs estavam ótimos, mas o leitor do meu 360 já foi pro saco justamente por causa de mídias piratas. Ele só lê jogos originais agora. E eu perdi 20 conto.

SE o problema dos jogos piratas fosse somente a impossibilidade de jogar online, eu consideraria continuar consumindo, mas eu realmente não aguento mais comprar um jogo e ele não funcionar. E já que é pra comprar original, vou fazer direito e te aconselhar a deixar a pirataria de lado. Realmente sai mais caro, mas também melhor. Com certeza vale mais à pena.

E não se esqueçam de que pirataria é crime. Eu posso até ser preso em flagrante por revelar minhas práticas aqui nessa postagem.

Nenhum comentário :

Postar um comentário